Oficina da Leitura e Escrita
"A Leitura embriaga a alma e enobrece o espírito, enquanto que a Escrita imortaliza o ser, tornando-o modalizador de homens" Célia Maria.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
RELATOS REFLEXIVOS
Ao finalizarmos o curso “Leitura e Escrita em Contexto
Digital”, acreditamos que este percurso contribuiu para que sejamos mais
dinâmicos, críticos em relação a nossa prática pedagógica, além de nos indicar
caminhos para nossa ação em sala de aula.
Textos com conteúdos abrangentes sobre produção, leitura, interpretação, compreensão - capacidades de leitura e escrita - foram debatidos nos fóruns. Experiências de classe foram trocadas e produções textuais de vários gêneros foram produzidas por nós, além da construção desse blog para postarmos todas essas produções e comentários.
Também fizemos amizades que vamos levar, na certeza de que "tudo vale a pena, quando a alma não é pequena".
A última atividade postada aqui, neste blog, refere-se aos nossos relatos reflexivos sobre o que vivemos ao longo do curso e sobre a experiência de montar um blog coletivo.
Aparentemente essa atividade simboliza o final de uma trajetória e encerra as
atividades deste espaço, mas, independente da duração do curso que uniu os
colaboradores que aqui publicaram seus textos, nossa trama de ideias não precisa
ser encerrada como uma bela colcha de retalhos. Podemos continuar nos enrolando
e desenrolando nesse novelo infinito de ideias...
FELIPE RIBEIRO:
"O curso nos proporcionou
muitas contribuições para o desenvolvimento do trabalho realizado com a leitura
e escrita em minha disciplina na sala de aula. Atualmente, ao trabalhar a
leitura e a escrita em sala de aula me preocupo com o tipo de gênero que vou
trabalhar com os alunos. O que leem? Como leem? Por exemplo: artigos de
opinião, crônicas, romances, classificados, reportagens jornalísticas, charge,
romance, biografia, imagens, etc. De forma compartilhada, dirigida,
sequenciada, em voz alta, silenciosa, com continuidade do leitor, em roda de
história, se realizam a leitura de fruição. Depois é feita a interpretação oral
e escrita do texto trabalhado.
Aprendi também que é preciso
saber fazer para que eles sintam prazer no momento da leitura: ler com
entonação e emoção, respeitando as pontuações do texto, mudando o sentido do
mesmo e que também apresentam timidez na leitura em voz alta. A partir destas
dificuldades, é necessário que o professor dê um enfoque maior a leitura em voz
alta, dramatizando a história (leitura dramatizada), propondo seminários e
debates. Quanto à pontuação, o professor deve propor momentos de reflexão dos
erros encontrados nos textos fazendo a correção nas próprias produções
juntamente com os alunos, intervindo de forma que eles percebam seus próprios
erros.
Ah, o blog! Posso
dizer que desde a primeira imagem mental até a sua realização, o blog foi, para
mim, o maior desafio até aqui. Já tinha ouvido falar dessa ferramenta, já tinha
até visitado alguns sites, com sobrenome “blogspot”. À medida que o
módulo 3 avançava, bateu um desespero: “não vamos dar conta desse
blog!” Mas, a necessidade é a mola propulsora para sair da inércia.
Então, começou uma batalha no fórum, em busca de informações, trocas entre os
colegas, apoio mútuo, intervenção/ajuda da nossa tutora, que exerceu presença
pedagógica sem dar a resposta pronta. A iniciativa de uns motivou os demais. E
o blog aconteceu! Adorei fazer o interrogatório, gênero que me despertou
atenção e gosto. Muito prazeroso também foi ler as produções das colegas do
mesmo grupo, bem como as dos colegas dos outros grupos, cujos gêneros textuais
eram diferentes, mas com o mesmo tema. É uma boa situação de aprendizagem para
ser desenvolvida com os nossos alunos. Depois de toda essa aventura pedagógica,
descobri-me viciado nesse tipo de interação.
Em relação ao conteúdo mais
específico do curso, não tive dificuldades. Letramento, alfabetização, leitura,
produção de textos, compreensão e interpretação são assuntos que nos acompanham
no dia a dia e quanto mais estudos sobre isso, mais conhecimento, domínio e
segurança para falar com propriedade. A diferença está no contexto de abordagem
e no ambiente. É sempre muito apropriado e produtivo ler e aplicar Magda Soares
e Roxane Rojo. Destaco também os vídeos e depoimentos sobre a experiência com
leitura. Muito bom!
Concluo que, ao final de mais
esse percurso, é possível enxergar o processo de aprendizagem pelo qual passei.
Acredito que eu esteja com alguns centímetros a mais de conhecimento. É um
caminho sem volta, ainda bem!
Agradeço aos colegas de caminhada
(incluindo a tutora Célia) por me ajudarem na travessia".
ELY ANTUNES DOS SANTOS:
“A primeira meta da educação é
criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas; homens que sejam criadores,
inventores, descobridores”. Jean
Piaget.
"Com este pensamento registro
aqui a minha participação no curso: Leitura e Escrita em Contexto Digital.
De início não foi tão simples, pois com o
acúmulo de cargos, terminando outro módulo de formação, mas com o desejo enorme
de aprender coisas novas, abracei a ideia. Os novos horizontes em nossas vidas
se abrem desde que nós estejamos aptos para ele.
A
consciência de que a sociedade precisa de leitura e escrita e são
imprescindíveis para nos situarmos nesse universo da era digital. Pensei. Hora
de estudar mais para interagir mais.
Além
disso, a estrutura do módulo de estudo é adequada para os educadores,
sequencial, em poucas semanas e possui uma abordagem integral da proposta de
estudo. Acrescentei mais um ponto na construção da minha escala de
conhecimento.
Observei que a interação entre os participantes do curso foi muito boa.
Lembrando-se da importância que o letramento digital nos proporciona não
somente com informação e sim conhecimento, formação e inclusão social.
Senti colegas que são dedicados, outros se ajustando ao novo contexto;
conciliando os saberes aos novos desafios. Pessoas interessantes!
Interagi com pessoas que expuseram suas dificuldades sem receios, relataram
suas vidas, registraram seus interesses, descreveram as expectativas para o
futuro, publicaram nos fóruns seus elogios, as emoções...
Ah! Desafios
sim existiram... O blog. Graças à dedicação do grupo e as buscas pela Internet,
ufa! Conseguimos.
Em
certo momento soube que não era a única com anos de vivência educacional, 25
anos (esperando a aposentadoria) RSS, mas havia outros. Fiquei feliz em saber
que anos não é nada perto do que ainda eu e todos temos para aprender.
Tudo
que aprendi, vivenciei, guardarei e acrescentarei as práticas pedagógicas.
Sei
que encontrarei os meus colegas, tutora em outras jornadas, sempre com muita
força, garra e luta por uma educação melhor.
Agradeço a todos.
Valeu!"
RENATA MARQUES LUIZ DOS SANTOS:
“O Curso Leitura e Escrita em Contexto Digital do Programa Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade, contribuiu bastante para o desenvolvimento do meu trabalho tanto em sala de aula como fora dela. Através dos textos estudados e vídeos (depoimentos de leitura), de excelente qualidade, e dos vários relatos e sugestões apresentados pelos colegas nos fóruns enriqueci meus conhecimentos.
O curso mostrou o quanto é
importante o letramento e o trabalho com variados gêneros literários para fazer
com que as pessoas se apropriem do conhecimento e sejam capazes de produzir
seus próprios textos. Mostrou também que através da exploração do meio digital
podemos tornar as aulas mais atrativas e colhermos um resultado muito melhor.
Quando iniciou o curso encontrei
algumas dificuldades, devido à falta de afinidade com o meio digital, mas
agradeço a atenção dos colegas que me auxiliaram, pois graças à ajuda deles,
consegui superá-las. Na construção do blog (algo que nunca tinha experimentado)
achei bastante interessante e agradeço especialmente ao Felipe, nosso líder,
pelo empenho, postando os textos que escrevemos e se pondo sempre à disposição
para ajudar-nos a cumprir as tarefas que nos foram dadas.
O curso está terminando e para
mim fica a certeza de que se apropriar de novos conhecimentos é sempre muito
prazeroso, assim como é prazeroso vencer os desafios que a profissão sempre nos
impõe.
Agradeço a todos que com seus
depoimentos e sugestões contribuíram para enriquecer meus conhecimentos.
Um forte abraço”.
REGINA HELENA MARTINS MARQUES DA CRUZ:
"O curso foi muito enriquecedor para minha prática pedagógica com leitura e escrita, pois lemos artigos muito atualizados, de autores como Magda Soares, Roxane Rojo, entre outros, sobre a maneira como devemos proceder em sala de aula para motivarmos os alunos, para que a leitura passe a fazer parte do dia-a-dia de cada um e não seja apenas uma tarefa da escola. Além disso, os artigos nos trouxeram muitas informações sobre a maneira de conduzir a leitura em sala de aula. A troca de experiências com os colegas foi muito positiva, aprendi com os comentários postados, todos muito interessantes. Abraços!"
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
ATIVIDADE: PRODUZINDO TEXTOS DE GÊNEROS DE DIFERENTES ESFERAS
Fomos convidados a imaginar a
inusitada sequência de eventos que segue, como se ela tivesse acontecido com
alguém logo ao acordar.
Sequência de eventos retirada de
LAGE, Nilson. Estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 2006. p.
21-22 .
Baseando-se nessa sequência de
eventos, solicitou-se a cada participante deste grupo que escrevesse um
texto em forma de um interrogatório (que supostamente aconteceu horas
depois dos eventos indicados e é presidido pelo delegado junto a pessoa que
encontrou o cadáver).
Em seguida, cada um postou seu
texto no Fórum de grupo, onde os
cursistas da turma 41 do curso Leitura e Escrita em Contexto Digital opinaram
sobre o conteúdo tecido em cima do gênero exigido para esta atividade; após os
comentários, cada participante postou sua produção textual no blog construído
em equipe.
Portanto, estamos colocando para
apreciação e avaliação, o que nos foi exigido como participação
dentro dessa atividade do Módulo 3.
ELEMENTOS CONSTITUINTES DO GÊNERO DE TEXTO INTERROGATÓRIO - CONTEÚDO
TEMÁTICO, FORMA COMPOSICIONAL E ESTILO
TIPO DE RELATO
|
TIPO DE LINGUAGEM
|
PESSOA
DO
RELATO
|
TIPOS DE PALAVRAS CARACTERÍSTICAS DO
RELATO
|
Relato de fatos na ordem em que ocorreram com descrição
objetiva e minuciosa dos detalhes que cercam o ocorrido.
|
Uso misturado de linguagem mais formal com outra mais
coloquial.
|
Relato em primeira pessoa.
|
Presença de palavras que indicam precisão, tais como
números, nomes e endereços completos.
|
Delegado - Bom dia, senhor. Preciso fazer alguns questionamentos sobre
o fato que aconteceu hoje pela manhã em seu prédio.
Felipe - Pois não.
Delegado - Primeiramente, faz-se necessário qualificá-lo como
testemunha.
Felipe - Por que qualificar? Apenas encontrei o homem caído em frente à
minha porta, não presenciei nada.
Delegado - Por favor, senhor, entenda isso como um procedimento de
praxe: recebemos um chamado de seu apartamento e, até o presente momento, não
temos identificação alguma do corpo e nenhuma outra testemunha. Por favor, diga
seu nome completo, sua idade e RG.
Felipe - Felipe Ribeiro, 25 anos, RG 00.000.000-1.
Delegado - Cite seu endereço completo e o tempo de residência no local.
Felipe - Moro há cinco anos na Rua 7 de setembro, 1225, 8o andar,
apartamento 455, Centro, Rio Claro.
Delegado - Profissão e local de trabalho.
Felipe - Professor. Trabalho na Escola Estadual Dr. Francisco de Araújo
Mascarenhas.
Delegado - Esta delegacia recebeu um chamado denunciando a presença de
um cadáver em frente ao seu apartamento. Quem fez a ligação?
Felipe - Não vi ninguém no corredor, fiquei apavorado e não sabia a
quem recorrer. Por isso, eu mesmo liguei.
Delegado - Quanto tempo depois de encontrar o corpo, o senhor tomou a
iniciativa de ligar?
Felipe - Não sei. A julgar pela hora que acordei e tendo em vista que
foi logo em seguida que ouvi a campainha, creio que devo ter ligado por volta
das 7h30min, imediatamente após ter notado que o homem estava morto.
Delegado - O senhor disse ter ouvido a campainha? Então, havia mais
alguém?
Felipe - Eu não vi se havia mais alguém. Só sei que ao escutar a
campainha tocando, fui atender e me deparei com o corpo caído na soleira da
minha porta. Fiquei assustado e quando percebi o corpo imóvel, toquei nele e
senti que estava frio e rígido. Creio que não foi ele que tocou a campainha.
Aí, fechei a porta correndo e a primeira coisa que me veio à cabeça foi ligar
para a polícia.
Delegado - O senhor estima quanto tempo desde que ouviu a campainha até
abrir a porta?
Felipe - Foi o tempo de secar o rosto e caminhar até a porta. Penso que
não chegou a 1 minuto.
Delegado - O senhor se lembra de ter escutado algum barulho antes do
toque da campainha?
Felipe - Não que eu tenha prestado atenção, pois faço tudo muito rápido
pela manhã e costumo deixar a televisão ligada para ouvir o noticiário.
Delegado - Entendo. O senhor conhecia a vítima?
Felipe - Não tenho a menor ideia de quem seja.
Delegado - Lembra-se de já tê-la vista pelo prédio?
Felipe - Costumo encontrar diferentes pessoas no elevador, nos
corredores, mas a imagem desse homem não me é familiar.
Delegado - O senhor conhece as pessoas que moram em seu andar?
Felipe - Dificilmente nos comunicamos, pois são pessoas que moram
sozinhas e que trabalham o dia todo. A gente se depara ao sair ou ao chegar.
Sei que um dos moradores se mudou para o prédio há uns cinco meses.
Delegado - Percebe alguma movimentação estranha em algum dos
apartamentos?
Felipe - Às vezes, nos finais de semana, é comum alguma movimentação
maior, pois devem receber visitas, o que é aparentemente normal.
Delegado - A que horas o senhor chegou em casa, na noite passada? Notou
algum sinal de festa ou movimentação estranha?
Felipe - Cheguei por volta das 19 horas e não notei nada de diferente.
Delegado - O senhor gostaria de acrescentar algo mais?
Felipe - Não, nada mais.
Delegado - Agradecemos sua contribuição. Talvez seja necessário ouvi-lo
novamente, mas o avisaremos se for o caso. Tenha um bom dia.
Felipe - Bom dia.
RENATA MARQUES LUIZ DOS SANTOS:
O delegado chega ao local e
encontra uma aglomeração.
Delegado - Quem encontrou o
corpo?
Renata - Fui eu.
Delegado - Qual o seu nome?
Renata - Renata.
Delegado - Como foi que a senhora
a encontrou?
Renata - Eu costumo caminhar
nesta rua, todos os dias. Eu estava vindo, como de costume, e avistei essa moça
caída. Quando me aproximei, vi sangue na calçada e percebi que ela estava
morta.
Delegado - A senhora tocou nela,
alterou a cena do crime de alguma maneira?
Renata - Não. Eu só percebi que
ela não estava respirando, mas não mexi no corpo.
Delegado - A senhora conhecia a
vítima?
Renata - Eu não sei quem ela é,
mas já a vi por aqui diversas vezes.
(O delegado pega a bolsa da
vítima, tira a carteira com os documentos e pede pra um investigador procurar
saber se ela mora na região ou se alguém a conhece).
Delegado - A senhora viu alguém
próximo da cena do crime ou algo suspeito?
Renata - Quando eu estava me
aproximando, vi uma van que estava parada um pouco mais a frente, dando uma
arrancada naquela direção.
Delegado - A senhora conseguiu
ver a placa?
Renata - Hoje não, mas eu já vi
essa van antes por aqui e me chamou a atenção porque a placa é de Recife.
Delegado - A senhora tem certeza
de que é a mesma van?
Renata - Certeza absoluta eu não
tenho, mas é a mesma cor e o mesmo modelo.
(O delegado determina que o
investigador pergunte aos moradores do bairro se algum deles pode identificar a
van ou o motorista.)
Delegado - Quanto à senhora, dona
Renata, preciso que se dirija, amanhã, sem falta, ao 12º distrito policial,
para tomarmos o seu depoimento e darmos início ao inquérito.
Renata - Sim senhor. Conte comigo
para colaborar com as investigações.
O interrogatório
Na tarde do dia e horário determinado para o interrogatório cheguei a 30ª
Delegacia de Polícia do Interior Paulista, intimada para prestar
esclarecimentos, como “testemunha”, de um delito ocorrido pela manhã como
constava no B.O.
Fui informada que por ordem delegado foi feita a instauração do inquérito para
elucidar e coletar informações o sobre o fato delituoso e que a realização do
interrogatório seria feito pelo mesmo que estava de plantão naquele momento.
Esperei pela hora marcada... 14h e 30 min. Logo após o delegado me chamou.
- Senhora Ely? Entre, por favor.
- Boa tarde.
- Boa tarde.
- Sente-se.
- Obrigada.
- Senhora Ely...
- Ely dos Santos.
- A senhora está ciente que esta aqui para prestar esclarecimentos em termo de
depoimento?
- Sim, delegado estou ciente.
- Como consta no B.O., às 5h e 30min., houve uma chamada do número de telefone
da sua residência, em seu nome, para o número 190 solicitando a presença da PM,
para averiguação do fato ocorrido?
- Sim, fui eu que liguei para 190, quando vi aquele corpo na minha porta.
- Como relata a ocorrência nesse local foi encontrado um cadáver identificado
como do sexo masculino, com dados já confirmados. A Sra. conhecia a vítima?
- Não a conhecia.
- Mas como já foi averiguado ele residia nesse condomínio há três meses próximo
ao seu número. Tem conhecimento deste fato?
- Eu não tinha amizade com ele, apenas vi-o entrar na casa ao lado
algumas vezes. Nos cumprimentamos... somente.
- Sra. Ely, a quanto tempo reside nesse local?
- Mudei-me a um mês.
- Relate-me o que aconteceu.
- Delegado, como faço sempre... Abri os olhos. Consultei o relógio de
cabeceira. Levantei-me. Fui ao banheiro. Escovei os dentes. Lavei o rosto. Ouvi
a campanhia da porta... Enxuguei-me às pressas. Sai do banheiro. Caminhei até a
porta. Destranquei a fechadura. Abri a porta. Vi um homem caído na
soleira. Corri o olhar em volta. Constatei que não havia ninguém mais no
corredor.
- Continue... E o que mais?
- Abaixei-me. Toquei o corpo estava frio e rígido. Percebi que era um cadáver.
- Por que?
- Estava frio e rígido. Corri para o telefone. Disquei o número da
central de polícia.
- Viu, ouviu algo que não fazia parte da rotina do dia?
- Não, nem a noite.
- Sra. Ely, no momento em que discava, sua porta permaneceu aberta ou fechada?
- Sr. Delegado, eu fechei a porta.
- Por que?
- Fiquei com medo!
- E o que aconteceu logo em seguida?
- Sentei-me no sofá da sala de estar, estava muito assustada, esperei e
em alguns minutos após a viatura chegou.
- No momento havia alguém no local?
- Não.
- Digo, em sua residência?
- Não delegado. Eu estava sozinha.
- Poderia me dizer o por quê ou algum motivo pelo qual o corpo estava na
soleira da sua porta?
- Não delegado. Estou apavorada com esse fato. Eu não o conhecia!
- Todas as informações aqui prestadas pela Sra., contribuem para o conjunto
investigatório.
- Compreendo, Sr. Algo mais, delegado?
- Pelo momento é só isso, caso contrário, solicitaremos sua presença.
- Boa tarde!
- Boa tarde!
Voltei para casa. Esquecer impossível. A vida continua...
sábado, 3 de novembro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
DEPOIMENTOS SOBRE ALGUMAS DE NOSSAS EXPERIÊNCIAS
COM A LEITURA E A ESCRITA
"A leitura, além de ser um momento de fruição, nos faz
descobrir e redescobrir como seres humanos, ampliando os nossos horizontes e
perspectivas, formando-nos cidadãos críticos, autônomos e detentores de
diversos saberes. A leitura para nós é quase uma religião: nos conecta ao
transcendental, um mundo incrível e sem fronteiras: o mundo das ideias, da
fantasia e da imaginação"
FELIPE RIBEIRO:
"Minha experiência literária se deu logo em meus primeiros
anos de vida. Desde pequeno, sempre influenciado à leitura pela minha família,
principalmente, pela minha mãe que é educadora nos anos iniciais.
Sempre tive contato com livros e, mesmo sem saber lê-los,
adorava observar as figuras. Ao término do pré-primário já me arriscava em
minhas primeiras leituras!
Entretanto, foi aos 7 anos que mergulhei em um mundo onde me
identifiquei completamente com o universo das letras. Neste momento cursava a
primeira série, e minha professora chamava-se Helena, cujo nome me identifiquei
de princípio, uma vez que admirava a professora "Helena" de Carrosel,
sucesso em sua edição mexicana e que fez parte da infância de minha geração.
Logo nos primeiros dias de aula, Helena disse à minha turma
que iríamos realizar uma festa para receber nosso primeiro livro didático. Esta
festa foi marcada por uma animada apresentação, onde eu e meus colegas
interpretamos a canção "Vamos construir", sucesso de Chitãozinho e
Xororó em conjunto com Sandy e Jr. Após a apresentação, cada aluno recebeu seu
primeiro livro: "Caminho Suave"!
Deste dia em diante, tive certeza da minha paixão pelos
livros, tendo sempre um deles por perto. A leitura é a janela para o mundo! É
por meio da leitura que nos deparamos com a realidade a nossa volta e também
com os fatos que podem contribuir com uma boa vivência.
Atualmente, como professor, tenho orgulho de afirmar que
minha paixão pela profissão se deu através dos livros!"
ELY ANTUNES DOS SANTOS:
"Os meus primeiros passos na leitura e escrita foram dados com
incentivo dos meus pais. A leitura e a escrita vinham do prazer pela busca de
informação e conhecimento mesmo que este não estivessem ao meu alcance.
Lembro-me que era interessada em obter coleções para poder lê-las e trocá-las
no Gabinete de leitura, pois ali haviam exemplares que eu ainda não tinha lido.
Os primeiros anos escolares não foram tão marcantes, salas
lotadas, professores “ditadores”... Mas as rodas familiares os contadores
de histórias me fascinavam e impulsionavam para o mundo mágico do saber. Quando
digo que relembro o passado nas falas aqui, é que mesmo não podendo comprar
livros (os com imagens coloridas, de possuir a Barsa que era o meu maior
sonho), nada disso tirou o interesse e o prazer pela leitura e a escrita".
RENATA MARQUES LUIZ DOS SANTOS:
"A leitura é fascinante. Lembro-me que meu pai, que só
estudou até a segunda série do ensino fundamental I, era um leitor voraz, se
expressava muito bem e nos estimulava a ler, comprando gibis, revistas e
livros. Por causa dele, adorava ir pra escola e quando aprendi a ler e percebi
que podia "decifrar" os letreiros das lojas, as placas das rodovias e
tudo o mais, eu não parava de ler. Era uma sensação de que a partir daquele
momento eu estava realmente inserida no mundo.
Ler é um exercício que, como disse o coreógrafo J. C. Violla
"estica a cabeça", ou seja, permite o desenvolvimento do intelecto e
é fundamental para a saúde mental. Mas, acima de tudo é algo mágico! Um
livro nos leva a viajar para outros lugares, estimula nossa imaginação. Por
isso, quando vemos um filme que é uma adaptação de um livro que já lemos, em
geral nos decepcionamos porque o diretor raramente consegue passar para a tela
a riqueza daquilo que visualizamos durante a leitura.
Quando você lê um novo livro ou autor e se identifica, você
revive aquela sensação incrível de quando aprendeu a ler".
REGINA HELENA MARTINS MARQUES DA CRUZ:
"O primeiro livro que li, quando criança, e ficou na
minha memória foi Poesias infantis, de Olavo Bilac. Talvez,
pouca gente saiba que Bilac escreveu para crianças, porém até hoje me lembro do
encantamento que esse livro me proporcionou. De tanto ler os
poemas, muitos, eu havia decorado e gostava de
recitá-los para a família e amigos que tinham que me "suportar", pois
eu levava a sério a minha apresentação e não admitia que ninguém conversasse enquanto
eu recitava. Hoje, convido meus alunos para que leiam poemas,
interpretando-os; alguns gostam, outros, não".
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
TEXTO DE APRESENTAÇÃO
Somos professores da rede estadual do Estado de São Paulo.
Fazemos parte de um grupo de formação continuada de Leitura e Escrita em
Contexto Digital (letramento digital), 2a edição - 2012 - Turma 41. O objetivo
do curso é exercitar as diferentes capacidades e competências leitoras e de
produção de texto em diferentes linguagens, como a mídia digital.
A criação desse blog é uma das tarefas desse curso que consideramos
importante para que possamos nos integrar a esta escrita colaborativa, já que é
uma ferramenta necessária para aprimorar nossa prática pedagógica.
Este grupo é composto pelos professores: Felipe Ribeiro, Ely Antunes
dos Santos, Renata Marques Luiz dos Santos, Regina Helena Martins Marques da
Cruz e Daniel Freitas Alves. Juntos, temos mais de 50 anos de magistério,
atuando nas disciplinas de Química, Arte, História e Português.
Neste blog, trocaremos experiências vivenciadas no cotidiano escolar e,
também, na vida particular. Experiências que serão refletidas buscando aliá-las
à atual era digital onde podemos propor práticas de leitura e escrita
utilizando novas tecnologias. Para isso, convidamos você a embarcar nessa
viagem com a gente... E a participar desse blog!
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