DEPOIMENTOS SOBRE ALGUMAS DE NOSSAS EXPERIÊNCIAS
COM A LEITURA E A ESCRITA
"A leitura, além de ser um momento de fruição, nos faz
descobrir e redescobrir como seres humanos, ampliando os nossos horizontes e
perspectivas, formando-nos cidadãos críticos, autônomos e detentores de
diversos saberes. A leitura para nós é quase uma religião: nos conecta ao
transcendental, um mundo incrível e sem fronteiras: o mundo das ideias, da
fantasia e da imaginação"
FELIPE RIBEIRO:
"Minha experiência literária se deu logo em meus primeiros
anos de vida. Desde pequeno, sempre influenciado à leitura pela minha família,
principalmente, pela minha mãe que é educadora nos anos iniciais.
Sempre tive contato com livros e, mesmo sem saber lê-los,
adorava observar as figuras. Ao término do pré-primário já me arriscava em
minhas primeiras leituras!
Entretanto, foi aos 7 anos que mergulhei em um mundo onde me
identifiquei completamente com o universo das letras. Neste momento cursava a
primeira série, e minha professora chamava-se Helena, cujo nome me identifiquei
de princípio, uma vez que admirava a professora "Helena" de Carrosel,
sucesso em sua edição mexicana e que fez parte da infância de minha geração.
Logo nos primeiros dias de aula, Helena disse à minha turma
que iríamos realizar uma festa para receber nosso primeiro livro didático. Esta
festa foi marcada por uma animada apresentação, onde eu e meus colegas
interpretamos a canção "Vamos construir", sucesso de Chitãozinho e
Xororó em conjunto com Sandy e Jr. Após a apresentação, cada aluno recebeu seu
primeiro livro: "Caminho Suave"!
Deste dia em diante, tive certeza da minha paixão pelos
livros, tendo sempre um deles por perto. A leitura é a janela para o mundo! É
por meio da leitura que nos deparamos com a realidade a nossa volta e também
com os fatos que podem contribuir com uma boa vivência.
Atualmente, como professor, tenho orgulho de afirmar que
minha paixão pela profissão se deu através dos livros!"
ELY ANTUNES DOS SANTOS:
"Os meus primeiros passos na leitura e escrita foram dados com
incentivo dos meus pais. A leitura e a escrita vinham do prazer pela busca de
informação e conhecimento mesmo que este não estivessem ao meu alcance.
Lembro-me que era interessada em obter coleções para poder lê-las e trocá-las
no Gabinete de leitura, pois ali haviam exemplares que eu ainda não tinha lido.
Os primeiros anos escolares não foram tão marcantes, salas
lotadas, professores “ditadores”... Mas as rodas familiares os contadores
de histórias me fascinavam e impulsionavam para o mundo mágico do saber. Quando
digo que relembro o passado nas falas aqui, é que mesmo não podendo comprar
livros (os com imagens coloridas, de possuir a Barsa que era o meu maior
sonho), nada disso tirou o interesse e o prazer pela leitura e a escrita".
RENATA MARQUES LUIZ DOS SANTOS:
"A leitura é fascinante. Lembro-me que meu pai, que só
estudou até a segunda série do ensino fundamental I, era um leitor voraz, se
expressava muito bem e nos estimulava a ler, comprando gibis, revistas e
livros. Por causa dele, adorava ir pra escola e quando aprendi a ler e percebi
que podia "decifrar" os letreiros das lojas, as placas das rodovias e
tudo o mais, eu não parava de ler. Era uma sensação de que a partir daquele
momento eu estava realmente inserida no mundo.
Ler é um exercício que, como disse o coreógrafo J. C. Violla
"estica a cabeça", ou seja, permite o desenvolvimento do intelecto e
é fundamental para a saúde mental. Mas, acima de tudo é algo mágico! Um
livro nos leva a viajar para outros lugares, estimula nossa imaginação. Por
isso, quando vemos um filme que é uma adaptação de um livro que já lemos, em
geral nos decepcionamos porque o diretor raramente consegue passar para a tela
a riqueza daquilo que visualizamos durante a leitura.
Quando você lê um novo livro ou autor e se identifica, você
revive aquela sensação incrível de quando aprendeu a ler".
REGINA HELENA MARTINS MARQUES DA CRUZ:
"O primeiro livro que li, quando criança, e ficou na
minha memória foi Poesias infantis, de Olavo Bilac. Talvez,
pouca gente saiba que Bilac escreveu para crianças, porém até hoje me lembro do
encantamento que esse livro me proporcionou. De tanto ler os
poemas, muitos, eu havia decorado e gostava de
recitá-los para a família e amigos que tinham que me "suportar", pois
eu levava a sério a minha apresentação e não admitia que ninguém conversasse enquanto
eu recitava. Hoje, convido meus alunos para que leiam poemas,
interpretando-os; alguns gostam, outros, não".
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