segunda-feira, 19 de novembro de 2012

RELATOS REFLEXIVOS

Ao finalizarmos o curso “Leitura e Escrita em Contexto Digital”, acreditamos que este percurso contribuiu para que sejamos mais dinâmicos, críticos em relação a nossa prática pedagógica, além de nos indicar caminhos para nossa ação em sala de aula.

Textos com conteúdos abrangentes sobre produção, leitura, interpretação, compreensão - capacidades de leitura e escrita - foram debatidos nos fóruns. Experiências de classe foram trocadas e produções textuais de vários gêneros foram produzidas por nós, além da construção desse blog para postarmos todas essas produções e comentários.

Também fizemos amizades que vamos levar, na certeza de que "tudo vale a pena, quando a alma não é pequena".

A última atividade postada aqui, neste blog, refere-se aos nossos relatos reflexivos sobre o que vivemos ao longo do curso e sobre a experiência de montar um blog coletivo.

Aparentemente essa atividade simboliza o final de uma trajetória e encerra as atividades deste espaço, mas, independente da duração do curso que uniu os colaboradores que aqui publicaram seus textos, nossa trama de ideias não precisa ser encerrada como uma bela colcha de retalhos. Podemos continuar nos enrolando e desenrolando nesse novelo infinito de ideias...


FELIPE RIBEIRO:

"O curso nos proporcionou muitas contribuições para o desenvolvimento do trabalho realizado com a leitura e escrita em minha disciplina na sala de aula. Atualmente, ao trabalhar a leitura e a escrita em sala de aula me preocupo com o tipo de gênero que vou trabalhar com os alunos. O que leem? Como leem? Por exemplo: artigos de opinião, crônicas, romances, classificados, reportagens jornalísticas, charge, romance, biografia, imagens, etc. De forma compartilhada, dirigida, sequenciada, em voz alta, silenciosa, com continuidade do leitor, em roda de história, se realizam a leitura de fruição. Depois é feita a interpretação oral e escrita do texto trabalhado.
Aprendi também que é preciso saber fazer para que eles sintam prazer no momento da leitura: ler com entonação e emoção, respeitando as pontuações do texto, mudando o sentido do mesmo e que também apresentam timidez na leitura em voz alta. A partir destas dificuldades, é necessário que o professor dê um enfoque maior a leitura em voz alta, dramatizando a história (leitura dramatizada), propondo seminários e debates. Quanto à pontuação, o professor deve propor momentos de reflexão dos erros encontrados nos textos fazendo a correção nas próprias produções juntamente com os alunos, intervindo de forma que eles percebam seus próprios erros.
Ah, o blog! Posso dizer que desde a primeira imagem mental até a sua realização, o blog foi, para mim, o maior desafio até aqui. Já tinha ouvido falar dessa ferramenta, já tinha até visitado alguns sites, com sobrenome “blogspot”. À medida que o módulo 3 avançava,  bateu um desespero: “não vamos dar conta desse blog!”  Mas, a necessidade é a mola propulsora para sair da inércia. Então, começou uma batalha no fórum, em busca de informações, trocas entre os colegas, apoio mútuo, intervenção/ajuda da nossa tutora, que exerceu presença pedagógica sem dar a resposta pronta. A iniciativa de uns motivou os demais. E o blog aconteceu! Adorei fazer o interrogatório, gênero que me despertou atenção e gosto. Muito prazeroso também foi ler as produções das colegas do mesmo grupo, bem como as dos colegas dos outros grupos, cujos gêneros textuais eram diferentes, mas com o mesmo tema. É uma boa situação de aprendizagem para ser desenvolvida com os nossos alunos. Depois de toda essa aventura pedagógica, descobri-me viciado nesse tipo de interação.
Em relação ao conteúdo mais específico do curso, não tive dificuldades. Letramento, alfabetização, leitura, produção de textos, compreensão e interpretação são assuntos que nos acompanham no dia a dia e quanto mais estudos sobre isso, mais conhecimento, domínio e segurança para falar com propriedade. A diferença está no contexto de abordagem e no ambiente. É sempre muito apropriado e produtivo ler e aplicar Magda Soares e Roxane Rojo. Destaco também os vídeos e depoimentos sobre a experiência com leitura. Muito bom!
Concluo que, ao final de mais esse percurso, é possível enxergar o processo de aprendizagem pelo qual passei. Acredito que eu esteja com alguns centímetros a mais de conhecimento. É um caminho sem volta, ainda bem!
Agradeço aos colegas de caminhada (incluindo a tutora Célia) por me ajudarem na travessia".

ELY ANTUNES DOS SANTOS:

“A primeira meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas; homens que sejam criadores, inventores, descobridores”. Jean Piaget.      
            
"Com este pensamento registro aqui a minha participação no curso: Leitura e Escrita em Contexto Digital.
De início não foi tão simples, pois com o acúmulo de cargos, terminando outro módulo de formação, mas com o desejo enorme de aprender coisas novas, abracei a ideia. Os novos horizontes em nossas vidas se abrem desde que nós estejamos aptos para ele.
A consciência de que a sociedade precisa de leitura e escrita e são imprescindíveis para nos situarmos nesse universo da era digital. Pensei. Hora de estudar mais para interagir mais.
Além disso, a estrutura do módulo de estudo é adequada para os educadores, sequencial, em poucas semanas e possui uma abordagem integral da proposta de estudo. Acrescentei mais um ponto na construção da minha escala de conhecimento.
Observei que a interação entre os participantes do curso foi muito boa. Lembrando-se da importância que o letramento digital nos proporciona não somente com informação e sim conhecimento, formação e inclusão social.
Senti colegas que são dedicados, outros se ajustando ao novo contexto; conciliando os saberes aos novos desafios. Pessoas interessantes!
Interagi com pessoas que expuseram suas dificuldades sem receios, relataram suas vidas, registraram seus interesses, descreveram as expectativas para o futuro, publicaram nos fóruns seus elogios, as emoções...
Ah! Desafios sim existiram... O blog. Graças à dedicação do grupo e as buscas pela Internet, ufa! Conseguimos.
Em certo momento soube que não era a única com anos de vivência educacional, 25 anos (esperando a aposentadoria) RSS, mas havia outros. Fiquei feliz em saber que anos não é nada perto do que ainda eu e todos temos para aprender.
Tudo que aprendi, vivenciei, guardarei e acrescentarei as práticas pedagógicas.
Sei que encontrarei os meus colegas, tutora em outras jornadas, sempre com muita força, garra e luta por uma educação melhor.
Agradeço a todos.
Valeu!"

RENATA MARQUES LUIZ DOS SANTOS:

“O Curso Leitura e Escrita em Contexto Digital do Programa Práticas de Leitura e  Escrita na Contemporaneidade, contribuiu bastante para o desenvolvimento do meu trabalho tanto em sala de aula como fora dela. Através dos textos estudados e vídeos (depoimentos de leitura), de excelente qualidade, e dos vários relatos e sugestões apresentados pelos colegas nos fóruns enriqueci meus conhecimentos.
O curso mostrou o quanto é importante o letramento e o trabalho com variados gêneros literários para fazer com que as pessoas se apropriem do conhecimento e sejam capazes de produzir seus próprios textos. Mostrou também que através da exploração do meio digital podemos tornar as aulas mais atrativas e colhermos um resultado muito melhor.
Quando iniciou o curso encontrei algumas dificuldades, devido à falta de afinidade com o meio digital, mas agradeço a atenção dos colegas que me auxiliaram, pois graças à ajuda deles, consegui superá-las. Na construção do blog (algo que nunca tinha experimentado) achei bastante interessante e agradeço especialmente ao Felipe, nosso líder, pelo empenho, postando os textos que escrevemos e se pondo sempre à disposição para ajudar-nos a cumprir as tarefas que nos foram dadas.
O curso está terminando e para mim fica a certeza de que se apropriar de novos conhecimentos é sempre muito prazeroso, assim como é prazeroso vencer os desafios que a profissão sempre nos impõe.
Agradeço a todos que com seus depoimentos e sugestões contribuíram para enriquecer meus conhecimentos.
Um forte abraço”.

REGINA HELENA MARTINS MARQUES DA CRUZ:

"O curso foi muito enriquecedor para minha prática pedagógica com leitura e escrita, pois lemos artigos muito atualizados, de autores como Magda Soares, Roxane Rojo, entre outros, sobre a maneira como devemos proceder em sala de aula para motivarmos os alunos, para que a leitura passe a fazer parte do dia-a-dia de cada um e não seja apenas uma tarefa da escola. Além disso, os artigos nos trouxeram muitas informações sobre a maneira de conduzir a leitura em sala de aula. A troca de experiências com os colegas foi muito positiva, aprendi com os comentários postados, todos muito interessantes. Abraços!"

segunda-feira, 5 de novembro de 2012


ATIVIDADE: PRODUZINDO TEXTOS DE GÊNEROS DE DIFERENTES ESFERAS

Fomos convidados a imaginar a inusitada sequência de eventos que segue, como se ela tivesse acontecido com alguém logo ao acordar.

Sequência de eventos retirada de LAGE, Nilson. Estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 2006. p. 21-22 .

Baseando-se nessa sequência de eventos, solicitou-se a cada participante deste grupo que escrevesse um texto em forma de um interrogatório (que supostamente aconteceu horas depois dos eventos indicados e é presidido pelo delegado junto a pessoa que encontrou o cadáver).
Em seguida, cada um postou seu texto no Fórum de grupo, onde os cursistas da turma 41 do curso Leitura e Escrita em Contexto Digital opinaram sobre o conteúdo tecido em cima do gênero exigido para esta atividade; após os comentários, cada participante postou sua produção textual no blog construído em equipe.
Portanto, estamos colocando para apreciação e avaliação, o  que nos foi exigido como participação dentro dessa atividade do Módulo 3.

ELEMENTOS CONSTITUINTES DO GÊNERO DE TEXTO INTERROGATÓRIO - CONTEÚDO TEMÁTICO, FORMA COMPOSICIONAL E ESTILO


TIPO DE RELATO

TIPO DE LINGUAGEM

PESSOA
DO
RELATO

TIPOS DE PALAVRAS CARACTERÍSTICAS DO RELATO

Relato de fatos na ordem em que ocorreram com descrição objetiva e minuciosa dos detalhes que cercam o ocorrido.

Uso misturado de linguagem mais formal com outra mais coloquial.

Relato em primeira pessoa.

Presença de palavras que indicam precisão, tais como números, nomes e endereços completos.

FELIPE RIBEIRO:

Delegado - Bom dia, senhor. Preciso fazer alguns questionamentos sobre o fato que aconteceu hoje pela manhã em seu prédio.

Felipe - Pois não.

Delegado - Primeiramente, faz-se necessário qualificá-lo como testemunha.

Felipe - Por que qualificar? Apenas encontrei o homem caído em frente à minha porta, não presenciei nada.

Delegado - Por favor, senhor, entenda isso como um procedimento de praxe: recebemos um chamado de seu apartamento e, até o presente momento, não temos identificação alguma do corpo e nenhuma outra testemunha. Por favor, diga seu nome completo, sua idade e RG.

Felipe - Felipe Ribeiro, 25 anos, RG 00.000.000-1.

Delegado - Cite seu endereço completo e o tempo de residência no local.

Felipe - Moro há cinco anos na Rua 7 de setembro, 1225, 8o andar, apartamento 455, Centro, Rio Claro.

Delegado - Profissão e local de trabalho.

Felipe - Professor. Trabalho na Escola Estadual Dr. Francisco de Araújo Mascarenhas.

Delegado - Esta delegacia recebeu um chamado denunciando a presença de um cadáver em frente ao seu apartamento. Quem fez a ligação?

Felipe - Não vi ninguém no corredor, fiquei apavorado e não sabia a quem recorrer. Por isso, eu mesmo liguei.

Delegado - Quanto tempo depois de encontrar o corpo, o senhor tomou a iniciativa de ligar?

Felipe - Não sei. A julgar pela hora que acordei e tendo em vista que foi logo em seguida que ouvi a campainha, creio que devo ter ligado por volta das 7h30min, imediatamente após ter notado que o homem estava morto.

Delegado - O senhor disse ter ouvido a campainha? Então, havia mais alguém?

Felipe - Eu não vi se havia mais alguém. Só sei que ao escutar a campainha tocando, fui atender e me deparei com o corpo caído na soleira da minha porta. Fiquei assustado e quando percebi o corpo imóvel, toquei nele e senti que estava frio e rígido. Creio que não foi ele que tocou a campainha. Aí, fechei a porta correndo e a primeira coisa que me veio à cabeça foi ligar para a polícia.

Delegado - O senhor estima quanto tempo desde que ouviu a campainha até abrir a porta?

Felipe - Foi o tempo de secar o rosto e caminhar até a porta. Penso que não chegou a 1 minuto.

Delegado - O senhor se lembra de ter escutado algum barulho antes do toque da campainha?

Felipe - Não que eu tenha prestado atenção, pois faço tudo muito rápido pela manhã e costumo deixar a televisão ligada para ouvir o noticiário.

Delegado - Entendo. O senhor conhecia a vítima?

Felipe - Não tenho a menor ideia de quem seja.

Delegado - Lembra-se de já tê-la vista pelo prédio?

Felipe - Costumo encontrar diferentes pessoas no elevador, nos corredores, mas a imagem desse homem não me é familiar.

Delegado - O senhor conhece as pessoas que moram em seu andar?

Felipe - Dificilmente nos comunicamos, pois são pessoas que moram sozinhas e que trabalham o dia todo. A gente se depara ao sair ou ao chegar. Sei que um dos moradores se mudou para o prédio há uns cinco meses.

Delegado - Percebe alguma movimentação estranha em algum dos apartamentos?

Felipe - Às vezes, nos finais de semana, é comum alguma movimentação maior, pois devem receber visitas, o que é aparentemente normal.

Delegado - A que horas o senhor chegou em casa, na noite passada? Notou algum sinal de festa ou movimentação estranha?

Felipe - Cheguei por volta das 19 horas e não notei nada de diferente.

Delegado - O senhor gostaria de acrescentar algo mais?

Felipe - Não, nada mais.

Delegado - Agradecemos sua contribuição. Talvez seja necessário ouvi-lo novamente, mas o avisaremos se for o caso. Tenha um bom dia.

Felipe - Bom dia.


RENATA MARQUES LUIZ DOS SANTOS:

O delegado chega ao local e encontra uma aglomeração.

Delegado - Quem encontrou o corpo?

Renata - Fui eu.

Delegado - Qual o seu nome?

Renata - Renata.

Delegado - Como foi que a senhora a encontrou?

Renata - Eu costumo caminhar nesta rua, todos os dias. Eu estava vindo, como de costume, e avistei essa moça caída. Quando me aproximei, vi sangue na calçada e percebi que ela estava morta.

Delegado - A senhora tocou nela, alterou a cena do crime de alguma maneira?

Renata - Não. Eu só percebi que ela não estava respirando, mas não mexi no corpo.

Delegado - A senhora conhecia a vítima?

Renata - Eu não sei quem ela é, mas já a vi por aqui diversas vezes.

(O delegado pega a bolsa da vítima, tira a carteira com os documentos e pede pra um investigador procurar saber se ela mora na região ou se alguém a conhece).

Delegado - A senhora viu alguém próximo da cena do crime ou algo suspeito?

Renata - Quando eu estava me aproximando, vi uma van que estava parada um pouco mais a frente, dando uma arrancada naquela direção.

Delegado - A senhora conseguiu ver a placa?

Renata - Hoje não, mas eu já vi essa van antes por aqui e me chamou a atenção porque a placa é de Recife.
Delegado - A senhora tem certeza de que é a mesma van?

Renata - Certeza absoluta eu não tenho, mas é a mesma cor e o mesmo modelo.

(O delegado determina que o investigador pergunte aos moradores do bairro se algum deles pode identificar a van ou o motorista.)

Delegado - Quanto à senhora, dona Renata, preciso que se dirija, amanhã, sem falta, ao 12º distrito policial, para tomarmos o seu depoimento e darmos início ao inquérito.

Renata - Sim senhor. Conte comigo para colaborar com as investigações.


ELY ANTUNES DOS SANTOS:

O interrogatório

Na tarde do dia e horário determinado para o interrogatório cheguei a 30ª Delegacia de Polícia do Interior Paulista, intimada para prestar esclarecimentos, como “testemunha”, de um delito ocorrido pela manhã como constava no B.O.
Fui informada que por ordem delegado foi feita a instauração do inquérito para elucidar e coletar informações o sobre o fato delituoso e que a realização do interrogatório seria feito pelo mesmo que estava de plantão naquele momento.
Esperei pela hora marcada... 14h e 30 min. Logo após o delegado me chamou.

- Senhora Ely?  Entre, por favor.

- Boa tarde.

- Boa tarde.

- Sente-se.

- Obrigada.

- Senhora Ely...

- Ely dos Santos.

- A senhora está ciente que esta aqui para prestar esclarecimentos em termo de depoimento?

- Sim, delegado estou ciente.

- Como consta no B.O., às 5h e 30min., houve uma chamada do número de telefone da sua residência, em seu nome, para o número 190 solicitando a presença da PM, para averiguação do fato ocorrido?

- Sim, fui eu que liguei para 190, quando  vi aquele corpo na minha porta.

- Como relata a ocorrência nesse local foi encontrado um cadáver identificado como do sexo masculino, com dados já confirmados. A Sra. conhecia a vítima?

- Não a conhecia.

- Mas como já foi averiguado ele residia nesse condomínio há três meses próximo ao seu número. Tem conhecimento deste fato?

- Eu não tinha amizade com ele, apenas vi-o entrar  na casa ao lado algumas vezes. Nos cumprimentamos... somente.

- Sra. Ely, a quanto tempo reside nesse local?

- Mudei-me a um mês.

- Relate-me o que aconteceu.

- Delegado, como faço sempre... Abri os olhos. Consultei o relógio de cabeceira. Levantei-me. Fui ao banheiro. Escovei os dentes. Lavei o rosto. Ouvi a campanhia da porta... Enxuguei-me às pressas. Sai do banheiro. Caminhei até a porta. Destranquei a fechadura.  Abri a porta. Vi um homem caído na soleira. Corri o olhar em volta. Constatei que não havia ninguém mais no corredor.

- Continue... E o que mais?

- Abaixei-me. Toquei o corpo estava frio e rígido. Percebi que era um cadáver.

- Por que?

- Estava frio e rígido. Corri para o telefone. Disquei o número da central de polícia.

- Viu, ouviu algo que não fazia parte da rotina do dia?

- Não, nem a noite.

- Sra. Ely, no momento em que discava, sua porta permaneceu aberta ou fechada?

- Sr. Delegado, eu fechei a porta.

- Por que?

- Fiquei com medo!

- E o que aconteceu logo em seguida?

- Sentei-me no sofá da sala de estar, estava muito assustada, esperei  e em alguns minutos após a viatura chegou.

- No momento havia alguém no local?

- Não.

- Digo, em sua residência?

- Não delegado. Eu estava sozinha.

- Poderia me dizer o por quê ou algum motivo pelo qual o corpo estava na soleira da sua porta?

- Não delegado. Estou apavorada com esse fato. Eu não o conhecia!

- Todas as informações aqui prestadas pela Sra., contribuem para o conjunto investigatório.

- Compreendo, Sr. Algo mais, delegado?

- Pelo momento é só isso, caso contrário, solicitaremos sua presença.

- Boa tarde!

- Boa tarde!

Voltei para casa. Esquecer impossível. A vida continua...


sábado, 3 de novembro de 2012


Imagem conceitual de livros saindo de um e-reader



[...] a eficácia da escrita se caracteriza pela aproximação máxima entre a intenção de dizer; o que efetivamente se escreve e a interpretação de quem lê. [...]
              SEF/PCNs: LP, p.6.